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14.3.13

Nos aproximando dos 5 anos sem Isabella

Quase cinco anos após a morte de Isabella Nardoni, mãe da menina fala sobre planos para o futuro.


Ana Carolina Oliveira disse que não passa um dia sem pensar na filha







    http://noticias.r7.com/sao-paulo/quase-cinco-anos-apos-a-morte-de-isabella-nardoni-mae-da-menina-fala-sobre-planos-para-o-futuro-13032013

    29.3.12

    Recursos contra julgamento do casal Nardoni chegam a Brasília

    Os recursos que pedem um novo julgamento para o casal Nardoni, condenado pela morte da menina Isabella, serão analisados agora pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte da filha dele no dia 27 de março de 2010, após cinco dias de júri popular.
    Carol Guedes-8.mai.08/Folhapress
    Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni
    Anna Carolina Jatobá, 28, e Alexandre Alves Nardoni, 33

    Alexandre recebeu pena de 31 anos, um mês e dez dias de prisão, e Anna Carolina de 26 anos e oito meses.
    Isabella, 5, morreu há exatamente quatro anos, ao cair do sexto andar do edifício London --onde morava o casal--, na zona norte de São Paulo. Pouco tempo depois, os dois foram presos e ainda cumprem pena em Tremembé (147 km de São Paulo).
    No mês passado, a Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu parcialmente os recursos da defesa do casal contra acórdão da 4ª Câmara de Direito Criminal, julgado no dia 3 de maio do ano passado.
    A defesa havia recorrido contra o júri apresentando diversos questionamentos, mas a 4ª Câmara decidiu apenas recalcular as penas. A de Anna Carolina foi mantida e a de Alexandre passou para 30 anos, dois meses e 20 dias. A defesa recorreu novamente.
    A Seção Criminal do TJ entendeu que os questionamentos sobre um pedido de diligência não atendido, o modo de contagem de três dias para a apresentação de documentos e a fixação da pena atenderam as exigências legais, por isso o recurso especial foi encaminhado ao STJ.
    Já no recurso extraordinário, a defesa alegou que, por causa da grande repercussão do caso, houve impossibilidade de um julgamento justo --os jurados já teriam opinião formada antes do julgamento. O TJ entendeu que o assunto é controvertido e encaminhou o recurso ao STF.
    "É uma tese inédita no Supremo, que nunca foi tratada. Entendemos que o júri, feito em outro momento, foge um pouco daquele clamor da época. Hoje o júri já seria diferente do que foi, daqui a um ano seria ainda mais", diz o advogado Roberto Podval, que defende o casal.
    O TJ entendeu que os outros questionamentos apresentados pela defesa nos recursos não cumpriram as exigências legais. Segundo Podval, porém, os documentos encaminhados aos tribunais superiores serão analisados na íntegra.
    Os recursos ainda não foram distribuídos aos ministros do STJ e do STF, mas o advogado espera que sejam analisados até o fim deste ano.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1068741-recursos-contra-julgamento-do-casal-nardoni-chegam-a-brasilia.shtml

    Morte de Isabella completa 4 anos; Nardoni recorre contra júri

    Quatro anos após a morte da menina Isabella Nardoni, a defesa do casal condenado pela morte da criança recorre à instâncias judiciais superiores pedindo a anulação do júri por impossibilidade de defesa em virtude do alegado pré-julgamento midiático e pela proibição de tramissão televisiva do julgamento, além da adequação da pena considerada muito alta, segundo afirma o defensor dos Nardoni, Roberto Podval. O promotor que cuidou do caso, Francisco José Cembranelli, considera a estratégia "absurda".
    No dia 29 de março de 2008, quem ligou para a polícia foi o morador do primeiro andar do edifício London relatando que uma criança havia caído pela janela do prédio. A morte da menina Isabella Nardoni se tornou um caso de grande comoção nacional. No dia 27 de março de 2010 o casal foi condenado pelo júri pela morte da criança. Alexandre Nardoni, o pai, recebeu pena de 31 anos em regime fechado, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, de 26 anos e oito meses. Além disso, os dois foram condenados a outros oito meses de prisão em regime semiaberto por fraude processual.
    Na rua onde o crime aconteceu os moradores relatam que, ainda hoje, as pessoas passam gritando em frente ao prédio. "De vez em quando para um carro e alguém grita lá em frente", diz o funcionário público Luis Carlos Alves, 56 anos, que mora próximo ao edifício London. "Fica a tristeza pelo que aconteceu com a menina, abalou os moradores do prédio, abalou a todos, mas infelizmente a menina se foi", disse o morador, considerando que a Justiça foi feita, "só que o mais importante foi o que aconteceu com ela, o que ela sofreu", lamenta.
    Os telefones dos pais de Alexandre Nardoni e da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, já não são mais os mesmos. Na sua suposta página do Facebook dela, é possivel ver apenas uma foto com a filha em uma piscina.
    Apesar do sentimento da população com o desfecho que o caso teve, o advogado de defesa diz que foram apresentados dois recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um no Supremo Tribunal Federal (STF). No pedido de anulação de júri feito ao STF, a defesa argumenta que a proibição judicial de televisionar o julgamento prejudicou a defesa, porque a repercussão do caso na mídia teria gerado um pré-julgamento do casal.
    "No Supremo a gente disputa a impossibilidade de um processo com resultado diferente do que foi. O processo impossibilitava a forma de se ter um julgamento justo, portanto, não teria sentido o júri acontecer da forma como aconteceu, o resultado não poderia ser outro", argumenta Podval. "Tivemos uma defesa impossibilitada de ser exercida com sucesso em função do pré-julgamento nacional. Por isso, defendi que a alternativa de permitir publicidade à defesa poderia aliviar um pouco o peso dos jurados", explicou.
    O promotor do caso Isabella, Francisco José Cembranelli, diz que casos de repercussão semelhante como o do jornalista Pimenta Neves (condenado pela morte de Sandra Gomide, em 2006) da estudante Suzane Von Richthofen (condenada pela morte dos pais em 2006) e do assassino do seringueiro Chico Mendes (Darly Alves da Silva, condenado em 1988) não foram televisionados, e nem por isso tiveram seus júris anulados. "É mais um recurso absurdo que é colocado pela defesa dos Nardoni e que deve cair como caíram todos os outros em âmbito local", afirma o promotor.
    Eternidade
    Sobre a possibilidade de conseguir progressão de pena para regime semiaberto, que é concedido após o condenado cumprir um sexto da pena, Podval diz que esse cálculo ainda nem foi feito. "Eles ainda vão ficar lá uma eternidade, como é cada dia em uma prisão, mas a gente ainda não está pensando nisso, estamos pensando no sucesso dos recursos para dar uma solução diferente para o caso".

    Atualmente, Podval, a estratégia da defesa é anular o júri, obter o processo para formação de um novo júri, além da nulidade do que foi feito em função da impossibilidade de defesa, a absolvição, ou então, a redução da pena. "É um caso muito peculiar em virtude da tamanha publicidade que teve, mas a gente acredita na possibilidade de sucesso".

    12.3.12

    Novo recurso dos Nardoni

    ‎***CASO ISABELLA A DEFESA NÃO SE CANSA DE OUVIR NÃOOOOOOOO***

    Tribunal admite recurso inédito no caso Nardoni

    Por Antonio Carlos Prado e Laura Daudén

    Está desembarcando no Supremo Tribunal Federal recurso que apresenta uma tese inédita no Brasil: a anulação de um júri popular porque ele não foi televisionado por proibição da própria Justiça.

    Segundo o recurso, ao qual ISTOÉ teve acesso com exclusividade, somente a transmissão ao vivo teria dado a esse julgamento a publicidade (exigida pela Constituição) proporcional à sua dimensão em todo o País.

    Trata-se do julgamento do casal Anna Carolina e Alexandre Nardoni, condenados pela morte da garotinha Isabella (filha só de Alexandre). A discussão constitucional, já admitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, é que televisionar para toda a sociedade era o único caminho de os jurados não se sentirem acuados pela multidão que cercou o fórum exigindo a condenação.
    A tese foi admitida pelo presidente da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Tristão Ribeiro.

    Fonte: IstoÉ

    3.5.11

    Justiça de SP nega anulação do júri popular do casal Nardoni

    A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira (3) a anulação do júri popular que condenou o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, em março de 2010, pela morte da menina Isabella Nardoni. A decisão dos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo foi unânime.

    No entanto, os três magistrados - Luis Soares de Melo, Euvaldo Chaib Filho e Eduardo Braga - reconheceram que o calculo da pena de Alexandre foi feito de forma incorreta na hora de somar as agravantes e decidiram pela redução da senteça em quase 11 meses. Assim, a pena de 31 anos, um mês e dez dias caiu para 30 anos, dois meses e dois dias. O prazo da prisão de Anna Carolina continua o mesmo, 26 anos e oito meses.

    Segundo Melo, a redução ocorre apenas porque houve um erro e não porque o condenado mereça o benefício.

    - Eu tenho absoluta certeza de que o crime ocorreu nas circustâncias que foram relatadas.

    O julgamento do recurso de apelação começou à 10h e terminou por volta de 13h. Ainda cabe recurso às instâncias superiores. A defesa já sinalizou que vai apelar.

    O advogado dos condenados, Roberto Podval, admitiu que a negação do recurso era previsível, uma vez que em outros pedidos os argumentos da defesa já tinham sido recusados.

    - A redução da pena foi o começo de uma vitória. Foi pouco, mas dentro do que esperamos. Vai ser muito importante para os próximos tribunais.

    O promotor que atuou no caso, Francisco Cembranelli, disse que a redução da pena não é significativa.

    - Numa pena de 30 anos, isso não significa nada. Em Brasília, eu tenho certeza que tudo será mantido. Até o momento, em todos os julgamentos não se conseguiu nenhum voto a favor [da anulação do júri].


    http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/justica-de-sp-nega-anulacao-do-juri-popular-do-casal-nardoni-20110503.html

    Justiça mantém júri, mas reduz pena de Alexandre Nardoni

    Réu teve pena reduzida em cerca de 11 meses.
    Pena de Anna Carolina Jatobá, madrasta da garota, foi mantida.


    Os desembargadores da 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram por unanimidade, nesta terça-feira (3), negar a anulação do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados em 2010 por matar Isabella (filha de Nardoni) em 2008. No entanto, a pena de Alexandre Nardoni foi reduzida em cerca de 11 meses devido à falha no cálculo da pena em relação aos agravantes. A pena de Anna Carolina Jatobá, madrasta da garota, foi mantida.

    A pena de Alexandre ficou definida em 30 anos dois meses e 20 dias. Em 27 de março de 2010, depois de quatro dias de julgamento, ele foi sentenciado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão sob a acusação de ter jogado a própria filha Isabella da janela do sexto andar do prédio. A madrasta da menina, Anna Jatobá, recebeu pena de 26 anos e oito meses de reclusão pela esganadura antes da queda.

    Mais cedo, a procuradora Sandra Jardim, que participava da sessão de julgamento dos últimos recursos impetrados pela defesa do casal Nardoni, afirmou não ver motivos para anular o caso e considerou “risível e tola” a tese da defesa de que uma terceira pessoa entrou no apartamento do casal para cometer um assalto e acabou matando a criança.

    Procuradora não aceita redução de pena para o casal Nardoni

    atualização da notícia anterior

    A procuradora Sandra Jardim, que participa nesta terça-feira (3) da sessão de julgamento dos últimos recursos impetrados pela defesa do casal Nardoni, defendeu que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não tenham redução de pena. Os réus, condenados em 2010 por matar Isabella (filha de Nardoni) em 2008, pedem a nulidade do processo. A audiência ocorre na 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo e três desembargadores darão seus votos.

    “Se este não é um caso para pena máxima, eu não sei quando a maldade humana vai se superar para justificar uma pena de 30 anos”, alegou Sandra. Ela afirmou não ver motivos para anular o caso e considerou “risível e tola” a tese da defesa de que uma terceira pessoa entrou no apartamento do casal para cometer um assalto e acabou matando a criança.

    Em 27 de março de 2010, depois de quatro dias de julgamento no Fórum de Santana, na Zona Norte da capital paulista, Alexandre Nardoni foi sentenciado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão sob a acusação de ter jogado a própria filha Isabella da janela do sexto andar do prédio. A madrasta da menina, Anna Jatobá, foi condenada a 26 anos e oito meses de reclusão pela esganadura antes da queda. Os dois estão presos na Penitenciária de Tremembé, no interior de estado.

    A procuradora falou depois de Roberto Podval, advogado que defende Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O defensor admitiu que, mesmo que todos seus recursos tenham sido negados anteriormente, quer levar o processo a instâncias superiores.

    “É por uma obrigação absolutamente técnica. Tenho que trazer novamente (os recursos) para poder subir às instâncias superiores”, disse Podval aos três desembargadores. Durante a sua argumentação, Podval questionou trabalho do Instituto de Criminalística (IC).“Por mais credibilidade que se queria dar ao Instituto de Criminalística, que eu não dou, não equipara-se aos filmes americanos. Ainda que se dê credibilidade absoluta ao que foi feito no Instituto de Criminalística, ainda que se admita a realização e a participação dos acusados, o Instituto de Criminalística e nenhum nós poderia contar o que se passou aquele dia, naquele apartamento”, afirmou. O advogado defendeu a redução de pena. “A pena é exagerada, abusiva e tecnicamente inadequada”, disse Podval.

    O relator do processo, Luis Soares de Mello Neto, rebateu a crítica feita ao trabalho do IC durante o seu voto. O instituto fez, sendo o relator, uma “precisa e ótima perícia técnica”. Mello Neto também afirmou que não considera a proibição da transmissão televisiva, apontada pela defesa como um motivo para a anulação do júri, porque acredita que ela poderia intimidar os jurados.

    Em seguida, dariam seus votos os outros desembargadores Euvaldo Chaib Filho e Eduardo Braga.

    Recursos

    Os recursos no Poder Judiciário pedem a anulação do júri feito no ano passado e, consequentemente, a realização de um novo julgamento. Nesses casos, também existe a possibilidade de se cogitar a liberdade do casal nos pedidos.


    Procuradora defende pena máxima para o casal Nardoni

    Nesta terça, desembargadores julgam recursos que pedem anulação de júri.

    Procuradora considera tese da defesa ‘risível e tola’.

    A procuradora Sandra Jardim, que participa nesta terça-feira (2) da sessão de julgamento dos últimos recursos impetrados pela defesa do casal Nardoni, defendeu que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá tenham pena máxima. Os réus, condenados em 2010 por matar Isabella (filha de Nardoni) em 2008, pedem a nulidade do processo. A audiência ocorre na 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo e três desembargadores darão seus votos.

    “Se este não é um caso para pena máxima, eu não sei quando a maldade humana vai se superar para justificar uma pena de 30 anos”, alegou Sandra. Ela afirmou não ver motivos para anular o caso e considerou “risível e tola” a tese da defesa de que uma terceira pessoa entrou no apartamento do casal para cometer um assalto e acabou matando a criança.

    Em 27 de março de 2010, depois de quatro dias de julgamento no Fórum de Santana, na Zona Norte da capital paulista, Alexandre Nardoni foi sentenciado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão sob a acusação de ter jogado a própria filha Isabella da janela do sexto andar do prédio. A madrasta da menina, Anna Jatobá, foi condenada a 26 anos e oito meses de reclusão pela esganadura antes da queda. Os dois estão detidos na Penitenciária de Tremembé, no interior de estado.

    A procuradora falou depois de Roberto Podval, advogado que defende Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O defensor admitiu que, mesmo que todos seus recursos tenham sido negados anteriormente, quer levar o processo a instâncias superiores.

    “É por uma obrigação absolutamente técnica. Tenho que trazer novamente (os recursos) para poder subir às instâncias superiores”, disse Podval aos três desembargadores que darão seus votos na sessão desta terça.

    Por volta de 11h30, quem falava era o relator do processo, Luis Soares de Mello Neto. Em seguida, dariam seu voto os outros desembargadores Euvaldo Chaib Filho e Eduardo Braga.

    Recursos

    Os recursos no Poder Judiciário pedem a anulação do júri feito no ano passado e, consequentemente, a realização de um novo julgamento. Nesses casos, também existe a possibilidade de se cogitar a liberdade do casal nos pedidos.

    Casal Nardoni pode ser julgado de novo pela morte de Isabella

    TJ decide nesta terça se anula o júri anterior. Advogado diz que Alexandre e Anna Carolina Jatobá não tiveram amplo direito de defesa


    Os advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá querem que o casal seja julgado de novo pela morte de Isabella Oliveira Nardoni. Uma das alegações é que o pai e a madrasta da menina não tiveram direito à ampla defesa. A decisão está nas mãos dos desembargadores da 4 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que julgarão o pedido às 10h desta terça-feira. Este é o último recurso a que os réus têm direito na Justiça paulista.

    O advogado do casal, Roberto Podval, enumera 12 nulidades absolutas (que não perdem a validade em função do tempo) para desconsiderar o julgamento ocorrido em março de 2010. Uma delas é o fato de a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, ter prestado depoimento como testemunha da acusação ao mesmo tempo em que pagava uma advogada para atuar como assistente do promotor. "Onde está a isenção?", argumenta no recurso.

    PERÍCIA / Podval também questiona exames realizados pela perícia, em especial em relação à coleta de sangue de Alexandre e Anna Carolina Jatobá, sem o conhecimento do casal. Além disso, diz ele, o material não foi conservado de maneira adequada.

    A defesa alega também que havia obtido autorização para apresentar aos jurados algumas fotos da perícia. Porém, durante a audiência, o juiz Maurício Fossen voltou atrás e negou.


    Outra argumentação para nulidade é o fato de uma das juradas ter chorado durante a audiência ao ouvir o relato da mãe de Isabella e, com isso, ter comprometido o juramento de permanecer incomunicável.

    O advogado também vê como motivo de anulação a formulação de quesitos que os jurados respondem na hora da votação. O argumento dele é que o laudo do IML apontou como causa da morte politraumatismo e asfixia mecânica e o júri só conhecia uma delas.

    O recurso será julgado pelos desembargadores Luis Soares de Mello Neto (relator), Euvaldo Chaib Filho (revisor) e Eduardo Braga, que são considerados os mais linhas-duras do tribunal.

    Alexandre Nardoni está condenado a 31 anos 1 mês e 10 dias de prisão e Anna Carolina Jatobá a 26 anos e 8 meses. O júri, ocorrido no Fórum de Santana, Zona Norte, durou quatro dias. Ao ouvir a sentença do juiz Maurício Fossen, o público, que acompanhava a sessão da rua por alto-falantes, aplaudiu. O promotor Francisco Cembranelli saiu ovacionado de lá.

    PENA REDUZIDA / No mesmo recurso de apelação, o advogado Podval pede aos desembargadores que, caso considerem válido o júri anterior, que a pena do casal seja reduzida.

    O caso Isabella ocorreu em 29 de março de 2008 e ganhou repercussão internacional em razão da comoção causada. A menina, de 5 anos, foi atirada da janela do sexto andar do Edifício London, na Vila Mazzei.

    Câmara já havia negado pedido anterior
    Em 21 de setembro de 2010 os mesmos desembargadores já haviam negado pedido de protesto por novo júri feito pela defesa do casal Nardoni. O argumento do advogado Roberto Podval para o pedido era a lei 11.689/08, que a partir de 11 de agosto daquele ano acabou com o direito automático de novo julgamento ao réu com pena acima de 20 anos.

    31
    anos é a pena de Alexandre Nardoni

    Vigência da lei divide opinião de juristas
    A lei 11.689, que vigorá desde 11 de agosto de 2008, é polêmica. Para uma corrente do Judiciário, ela não é válida para crime anterior, como o caso Isabella, ocorrido em 29 de março. Já, para outros, por ter conteúdo processual, a lei tem efeitos imediatos.

    http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/05/67920-casal+nardoni+pode+ser+julgado+de+novo+pela+morte+de+isabella.html

    2.5.11

    Defesa do casal Nardoni tenta anular júri

    O Tribunal de Justiça de São Paulo vai colocar em julgamento, nesta terça-feira (3/5), o recurso de apelação feito pelo casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá. A defesa sabe que tem pela frente uma tarefe quase impossível: anular o júri popular, que condenou os dois pelo assassinato de Isabella Nardoni ou reduzir a pena imposta. A câmara que vai julgar o recurso é conhedida pelos advogados como a mais "dura" em matéria penal na corte paulista. Além disso, a tese da defesa é vista como frágil.

    Isabella Nardoni, de cinco anos, foi encontrada morta no terraço do Edifício London, em 29 de março de 2008. O júri condenou Alexandre, pai da menina, a 31 anos, um mês e dez dias de prisão sob a acusação de tê-la jogado da janela do sexto andar do prédio. A madrasta, Anna Jatobá, recebeu pena menor, de 26 anos e oito meses de reclusão, porque teria esganado a menina antes da queda. A motivação do crime, segundo a acusação, foi ciúmes que Anna teria de Alexandre com Isabella.

    Os Nardoni estão detidos na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A defesa vai manter a tese de negativa de autoria e da inocência do casal. O Ministério Público vai pedir a manutenção da sentença de primeira instância com o argumento de que as provas são irrefutáveis.

    No ano passado, em julgamento na 4ª Câmara Criminal a defesa viu derrotado seu recurso — chamado carta testemunhável. Nele, o advogado Roberto Podval pediu o reconhecimento do direito a um novo julgamento. O argumento da defesa se baseou na possibilidade que existia antes da reforma processual de 2008, conhecido como protesto por novo júri.

    Pela norma antiga, réus condenados a penas superiores a 20 anos tinham direito a novo julgamento. A Lei 11.689 entrou em vigor em 2008 e extinguiu esse direito. A defesa sustenta que a norma passou a valer depois do crime, que ocorreu em março daquele ano e, portanto, não teria valor para o caso.

    Agora, o Tribunal vai julgar o recurso de apelação. O casal responde por homicídio triplamente qualificado – uso de meio cruel, de recurso que dificultou a defesa da vítima e ainda para ocultar crime anterior.

    É que, segundo a acusação, antes de ser jogada pelo pai, do sexto andar do prédio, a garota foi asfixiada pela madrasta. Foi para esconder a esganadura que Alexandre atirou a filha de uma altura de 18 metros, de acordo com o MP.

    O casal também foi condenado pelo delito de fraude processual. O motivo dessa condenação é a alteração da cena do delito. O crime de homicídio qualificado é classificado como hediondo. Em tese, o casal terá de cumprir dois quintos da pena no regime fechado e depois pleitear a progressão para um regime mais brando. Isso equivale a 13 anos para Nardoni e 11 anos para Anna Carolina.

    http://www.conjur.com.br/2011-mai-02/defesa-casal-nardoni-tenta-anular-juri-ou-reduzir-pena-reus

    1.5.11

    Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá têm julgamento de recurso marcado

    São Paulo — Depois de três anos encarcerado em regime fechado de prisão, o casal Alexandre Nardoni, 33 anos, e Ana Carolina Jatobá, 29, mantém a esperança de ter a pena anulada na próxima terça-feira. Os dois são acusados de asfixiar e jogar pela janela Isabella Nardoni na noite de 29 de março de 2008. Depois de amanhã, três desembargadores vão se reunir na 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo para julgar o requerimento que pode resultar na anulação da pena de 31 anos imposta para ele e de 29, para ela. Os desembargadores podem ainda decidir por uma redução da pena ou mesmo deixar tudo do jeito que está.

    Alexandre era pai de Isabella e Ana Carolina, madrasta. Segundo os advogados de defesa, os dois presidiários merecem um novo júri popular porque o primeiro teria uma série de erros técnicos. Um deles, apontado com o principal, refere-se à participação da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, no julgamento. Como ela constituiu advogada, passou a ser parte interessada no processo e, por isso, estaria impedida de atuar no processo como testemunha. Apesar de não constar da argumentação oficial, os advogados do casal argumentam que o depoimento emocionado da mãe e a sua presença na plateia foram decisivos para a condenação de Alexandre e Jatobá, uma vez que inexistem provas irrefutáveis contra os dois.

    Segundo o advogado Marcelo Raffaini, que defende os interesses dos Nardonis, os réus merecem ainda um novo júri porque os direitos de defesa, no primeiro julgamento, foram cerceados. “Até hoje não tivemos acesso a documentos e laudos de perícias feitas pelo Instituto Médico Legal (IML)”, reclama Raffaini. Quanto à participação da mãe de Isabella no primeiro julgamento, o advogado argumenta que uma pessoa não pode exercer funções tão antagônicas no processo, como parte interessada e testemunha.

    O julgamento do recurso não terá a presença do emblemático promotor Francisco Cembranelli, que atraiu para si os holofotes do caso desde a abertura do inquérito ao julgamento que selou a condenação do casal. Desta vez, ele será substituído pela procuradora Sandra Jardim, que atua na segunda instância e tem postura mais discreta. A mãe de Isabella será representada pela advogada Cristina Christo Leite, a mesma que atuou no Tribunal do Júri. “Não acreditamos na anulação do primeiro julgamento nem mesmo na redução da pena por causa da falta de elementos (…) Mas essas hipóteses não estão descartadas”, pondera a advogada. Cristina Christo disse ainda que não vai se manifestar na terça-feira. Só vai assistir ao trabalho dos desembargadores.

    Vida no presídio
    Alexandre e Ana Carolina estão em penitenciárias no município de Tremembé, a 140km de São Paulo. Ambos estão adaptados à rotina no presídio e trabalham para reduzir a pena. Ele atua na lavanderia, enquanto a madrasta de Isabella conseguiu colocação na cozinha. Na cadeia, Ana Carolina virou evangélica e faz pregações nos momentos em que está em grupo. Ela tem recebido visitas esporádicas do pai, Alexandre Jatobá. Já o pai de Isabella recebe visitas de familiares e advogados com mais frequência.

    Na última, Antônio Nardoni, pai de Alexandre, levou roupas e livros. Alexandre e Ana Carolina recebem visitas mensais dos dois filhos pequenos, que já foram desligados de duas escolas por causa do estigma do sobrenome. A prisão do casal causou um racha na harmonia familiar que não foi solucionado até hoje. Motivo: sem dinheiro, a família Jatobá não vem ajudando a pagar as despesas com os advogados. Uma conta feita por alto e que foi motivo de discussão familiar aponta que os parentes da madrasta devem R$ 150 mil de honorários.


    "Até hoje, não tivemos acesso a documentos e laudos de perícias feitas pelo Instituto Médico Legal”
    Marcelo Raffaini, advogado do casal

    "Não acreditamos na anulação do primeiro julgamento nem mesmo na redução da pena por causa da falta de elementos (…) Mas essas hipóteses não estão descartadas”
    Cristina Christo Leite, advogada de Ana Carolina Oliveira

    Fruto de um assalto
    Em um dos documentos entregues à Justiça, os advogados dos Nardoni pedem um novo julgamento alegando que o casal é inocente. Os defensores ainda batem na tecla de que Isabella teria sido morta por um assaltante que havia entrado escondido no apartamento ou até mesmo que a queda seria decorrente de um acidente doméstico.

    Caso virou referência

    A primeira notícia foi de que uma criança de 5 anos havia caído da janela do 6º andar de um prédio de classe média em São Paulo, na noite do domingo, 29 de março de 2008. No dia seguinte, falava-se que um ladrão invadira o apartamento dos Nardoni para roubar e, ao se deparar com a criança, teria a arremessado. A versão não se sustentou por um dia e, na sequência, o Brasil passou a acompanhar uma história que envolvia trama policial, ciúmes e morte.

    Alexandre foi casado com Ana Carolina Oliveira e os dois tiveram Isabella. Assim que a criança nasceu, na versão da acusação, Alexandre se separou para se casar com Ana Carolina Jatobá. Num ataque de raiva e ciúmes da ex-mulher de Alexandre, Ana Carolina teria asfixiado Isabella e o pai se encarregou de jogá-la pela janela para simular a queda. Os advogados alegam inocência, mas o Tribunal do Júri não se convenceu, condenou o pai a 31 anos de prisão e a madrasta a 29.

    O casal foi condenado, em março do ano passado, por homicídio triplamente qualificado e por fraude processual — pois eles teriam alterado a cena do crime. Alexandre e Ana Carolina saíram do fórum direto para o presídio.

    O pronunciamento da sentença foi veiculado ao vivo por todas as emissoras de rádio e televisão que operam no Brasil, com repercussão internacional. Hoje, o caso é considerado referência na história da Justiça brasileira porque não se tem, até o momento, uma prova irrefutável de que o casal, de fato, matou Isabella. Apenas evidências e um trabalho de perícia feio pelo Polícia Científica de São Paulo, apontado como referência no mundo todo.

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2011/05/01/interna_brasil,250344/alexandre-nardoni-e-ana-carolina-jatoba-tem-novo-julgamento-marcado.shtml

    26.4.11

    Justiça avalia pedido de anulação do júri dos Nardoni na próxima semana

    Alexandre e Anna foram condenados a 31 e 26 anos de prisão no ano passado

    A Justiça de São Paulo julgará, no dia 3 de maio, o recurso que pede a anulação da decisão do júri popular, que condenou o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina a 31 e 26 anos de prisão, respectivamente, em março do ano passado.

    O julgamento do recurso de apelação acontecerá a partir das 9h30, no Palácio da Justiça, no centro da capital. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, nesta terça-feira (26).

    Em setembro do ano passado, um pedido de anulação do julgamento de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni foi negado. A decisão dos três desembargadores que analisaram o recurso foi unânime. O pedido de novo julgamento do caso foi formalizado alguns dias depois da decisão da Justiça.

    AJustiça também condenou Alexandre e Anna Carolina a outros oito meses de reclusão por crime de fraude processual, que eles poderão responder em regime semiaberto. Foi negado aos dois o direito de recorrer da sentença em liberdade.

    http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/justica-avalia-pedido-de-anulacao-do-juri-dos-nardoni-na-proxima-semana-20110426.html

    29.3.11

    Caso Isabella Nardoni completa três anos nesta terça-feira (29)

    Em depoimento a mãe da vítima, Ana Carolina Oliveira, diz que continua vivendo um dia após o outro, tentando superar a perda da filha e que se Deus permitir, quer ser mãe novamente. A avó materna de Isabella fez uma tatuagem em homenagem à neta. Em 2008, a menina Isabella Nardoni Oliveira, foi encontrada caída no terraço do prédio onde o pai morava em Guarulhos (SP).

    Vejam o vídeo:



    Após três anos de crime, túmulo de Isabella Nardoni tem visitação constante


    Rio - Um dos crimes que mais chocou o país pela crueldade completa três anos nesta terça-feira e, no entanto, a tragédia não saiu da memória dos brasileiros. O cemitério onde foi enterrada a pequena Isabela Nardoni se tornou um local de intensa visitação. De acordo com os funcionários do Cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã, em São Paulo, as visitas se configuram quase em uma peregrinação.

    Quem quiser fazer a visita, pode obter a permissão após se identificar na portaria do local, informa a administração do cemitério particular. As homenagens costumam ocorrer diariamente, no entanto nestas datas que marcam a tragédia, o fluxo de pessoas no local aumenta consideravelmente. Flores e lágrimas servem para lembrar a dor de um crime brutal, assim como as várias homenagens que a menina recebe na Internet, como diversas comunidades no Orkut.

    ‘Tem como esquecer um filho?’, diz mãe de Isabella, 3 anos após crime


    Em entrevista ao G1, Ana Carolina Oliveira fala sobre data da morte da filha. Túmulo de Isabella vira local de visitação em SP; casal Nardoni está preso.


    “Tem como esquecer um filho?”, indaga Ana Carolina Cunha de Oliveira, mãe de Isabella de Oliveira Nardoni, ao responder uma das perguntas feitas pelo G1 sobre o que ela faz para recordar da filha, três anos após a morte da menina. “Todos os dias são marcantes, pois ela não voltará nunca, e não apenas em algumas datas.” A entrevista foi feita por e-mail, por intermédio da advogada dela, Cristina Christo Leite.

    Isabella foi encontrada caída no terraço do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, já sem sinais vitais, no final da noite de 29 de março de 2008. Informações desencontradas davam conta de um possível assassinato. Ela tinha apenas 5 anos quando foi levada de ambulância a um hospital na tentativa de que fosse reanimada. Sem sucesso, os médicos informaram à família que o quadro era irreversível já no início da madrugada do dia 30. Por esse motivo, essa última data é a que aparece na cruz da lápide de Isabella ao lado da estrela que traz o seu nascimento: 18 de abril de 2002. Segundo funcionários do Cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã, a visitação ao túmulo beira a peregrinação. A administração do cemitério particular informa que as visitações são permitidas para quem quiser, basta se identificar na portaria.

    As visitas são diárias. Vasos com flores são deixados por pessoas, muitas delas desconhecidas, no local. Outros visitantes rezam. É o caso do aposentado Antonio José da Silva, de 80 anos, e seus amigos e familiares, que visitaram o túmulo de Isabella na manhã de segunda-feira (28). “Foi um caso que abalou o Brasil porque ela foi morta por alguém da própria família, alguém que deveria protegê-la. Morreu jovem como um anjinho”, diz. Desde o início das investigações, a Polícia Civil desconfiou da versão apresentada pelo pai da criança, Alexandre Alves Nardoni, e da madrasta da menina, Anna Carolina Trota Peixoto Jatobá, de que um assaltante havia entrado no prédio e a jogado da janela do sexto andar. Após se tornar suspeito, indiciado, acusado, denunciado e réu, o casal foi condenado pelo crime em 27 de março de 2010. Alexandre, atualmente com 32 anos de idade, foi sentenciado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão sob a acusação de ter atirado Isabella do apartamento ao chão. Anna Carolina Jatobá, com 27 anos, recebeu pena de 26 anos e oito meses de reclusão porque foi tida como a responsável pela esganadura antes da queda. O ciúme que a madrasta tinha do marido com a filha dele, Isabella, e com a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, foi apontada como a motivação do crime. Os Nardoni estão detidos na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A defesa deles ainda tenta anular o júri popular para a realização de um novo julgamento. Os dois dizem ser inocentes.

    “A maior lição que ficou para sociedade é que a Justiça existe e é eficiente. Independentemente de todas as manobras que a defesa tenha feito, a Justiça se mostrou capaz de trazer à tona a culpa dos réus para que eles fossem condenados”, afirma a advogada Cristina Christo Leite, que também foi assistente da acusação no caso. Leia abaixo a íntegra da entrevista que Ana Carolina Oliveira, agora com 26 anos, concedeu por escrito ao G1 para falar sobre as datas de três anos da morte da filha Isabella e a de um ano da condenação do casal Nardoni. Foram mantidas as palavras do mesmo modo que foram escritas no e-mail.


    G1 - Quase um ano depois, qual foi o significado da condenação dos réus acusados de matar Isabella para a sociedade?

    Ana Carolina Oliveira - Pra mim, foi um sentimento de justiça feita. Ver que neste caso não houve impunidade, ou melhor, muito pelo contrário, pois vimos a dedicação, o profissionalismo do inicio ao fim.


    G1- Se existe alguma lição, qual foi a que você aprendeu nesse período?

    Ana Carolina - Neste caso existem muitas lições. Hoje ainda é difícil explicar exatamente, mas as feridas, seguidas do amadurecimento, tentam entrar em equilíbrio.


    G1 - Você chegou a dar apoio a algumas famílias que tiveram seus parentes assassinados, como a mãe de Mércia Nakashima. Você pretende ajudar mais pessoas que, assim como você, perderam alguém de modo cruel ou violento?

    Ana Carolina - Eu não tenho nenhum projeto concreto como uma ONG para esse tipo de ajuda. Eu como todo e qualquer cidadão se comove com tanto casos bárbaros e o descaso das pessoas pela vida humana, seja alguém da família ou alguém de longe, mas o que estiver ao meu alcance e o que eu puder fazer pra ajudar toda e qualquer pessoa que passe por algum sofrimento como o da perda eu farei com toda certeza.


    G1 - Na última vez que concedeu uma entrevista ao G1, você comentou que iria retomar a vida. Passa pela sua cabeça como seria voltar a ser mãe, desde a gestação até o parto e a escolha do nome da criança?

    Ana Carolina - A minha vida está sendo retomada um dia de cada vez. Com toda certeza e se Deus permitir quero ser mãe novamente. Não sei como vai ser como isso acontecer, mas é certeza que quero realizar esse sonho novamente.


    G1 - Pensa em voltar a ter filhos, constituir uma nova família, se casar ou adotar uma criança? Ana Carolina - Esses são uns dos meus grandes planos de vida.


    G1 - Qual o significado dessas três datas para você: dia 27 de março (condenação do casal Nardoni), dia 29 de março (morte de Isabella), e dia 18 de abril (nascimento de sua filha)?

    Ana Carolina - Com toda certeza essas datas são marcantes, mas eu diria que TODOS os dias são marcantes, pois ela não voltará NUNCA, e não apenas em algumas datas.


    G1 - Quase um ano após a sentença do casal, porque você acha que sua filha foi morta?

    Ana Carolina - Continuo com a mesma opinião. Um ciúme gerado, ou algo que tenha lembrado meu nome em algum momento seguido de discussões.


    G1 - Em 2010, você afirmou que o pai de Isabella deveria ter zelado pela filha e não fez isso. Tem vontade de dizer algo agora aos parentes dos condenados ou ao casal?

    Ana Carolina - Eu penso que tudo que houve desde que tudo aconteceu já disse TUDO. E continuo afirmando que quem deveria zelar pela vida dela seria ele.


    G1 - Como está a Ana Carolina um ano após o julgamento e condenação dos acusados de matar sua filha?

    Ana Carolina - Eu diria que mais madura, mais firme. Na verdade hoje faz um ano de julgamento seguido de três anos da ausência da minha filha.

    G1 - Sua mãe tem uma tatuagem com o nome de Isabella para lembrar da neta dela. E você, como se recorda de sua filha?


    Ana Carolina - Tem como esquecer um filho???

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/03/tem-como-esquecer-um-filho-diz-mae-de-isabella-3-anos-apos-crime.html