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6.1.10

PESSOAS NORMAIS MATAM FILHOS...







"Crimes com essa carga de violência são tão chocantes que muitas pessoas tendem a achar que não podem ter sido cometidos por pessoas que consideramos racionais", diz o psiquiatra Maurício Garrote.

Com 25 anos de profissão, Maurício Garrote dedicou a maior parte de sua carreira ao tratamento de crianças e adolescentes que são vítimas de violência em famílias pobres da periferia de São Paulo e cidades vizinhas. Hoje monta um serviço preventivo em cidades do Vale do Ribeira, uma das regiões mais pobres do Estado.

"A verdade é que a quase totalidade dos crimes domésticos não tem nenhuma relação com qualquer doença mental conhecida," diz ele.

Entrevistado com a condição de não fazer análises específicas sobre o pai e a madrasta de Isabella, "pois nenhum profissional pode ter uma opinião formada sem um contato direto e prolongado com cada pessoa," Maurício Garrote acha possível fazer uma distinção entre indivíduos que, mesmo em condição mental diferente, são capazes de cometer crimes iguais.

Admite-se que psicóticos sejam capazes de cometer homicídios, ainda que os casos sejam raros. Ele próprio chegou a atender uma senhora de formação muito religiosa que, vítima daquele trauma conhecido como "depressão pós-parto", convenceu-se que o demônio havia se apoderado da própria filha – e decidiu matá-la para proteger a família.

Outro caso envolve um casal que responde a processo pela morte de um filho recém-nascido. A investigação policial acusa o pai de ter esmagado a cabeça da criança contra a parede. A família alega que ela caiu do beliche.

Para Maurício Garrote, uma distinção importante envolve o comportamento depois do crime. Uma mãe convencida de que sua filha foi possuída pelo demônio não esconde o que fez. "Sente até orgulho disso," recorda. Já o casal acusado de matar o próprio filho teve outra reação: conta uma história que, mesmo sem fazer nexo do ponto de vista da polícia, trai a vontade de esconder suas responsabilidades e escapar de uma condenação. Isso sempre acontece nessas situações.

Em 1997, a delegada Elizabeth Saito investigou um crime que não esquece até hoje: a morte de um bebê degolado dentro de casa por um sobrinho. Até o final, o rapaz tentou convencer a polícia de que o culpado era um assaltante, que ninguém viu entrar nem sair de casa. Depois, confessou. "Um psicótico dificilmente terá um comportamento organizado para tentar sair de uma situação como esta," diz Maurício Garrote.

Já um criminoso comum procura se defender. Após o crime fica preocupado em construir álibis, apagar pistas e dificultar o trabalho de investigação da polícia – e muitas vezes é bem-sucedido. Outras vezes, não.

Embora a violência doméstica tenha números assustadores, envolve uma realidade muito difícil de ser apurada por métodos tradicionais. Os crimes estão ligados a adultos que, muitas vezes, preferem manter um pacto de cumplicidade para se proteger e manter a convivência conjugal.

Raramente batem às portas da polícia para fazer uma denúncia contra o parceiro. Não há testemunhas isentas. Mesmo vizinhos, que podem fazer relatos com alguma proximidade, preferem não se envolver. Os casos de estrupros regulares e constantes costumam envolver pais e filhas biológicas e raramente são denunciados pela mãe.
...
Em mais de duas décadas às voltas com pacientes, vitimas e cidadãos, Maurício Garrote está convencido de que a maioria das crianças não é alvo de crimes pré-meditados, mas de acidentes ocorridos dentro de casa, quando adultos perdem o controle sobre a própria agressividade.

4.11.09

Por que Jatobá não confessa?

Fico pensando qual a conversa que o Nardoni teve com a Jatobá para mante-la calada.Quais os argumentos são utilizados pelo Rei dos Nardos junto a essa mulher.Claro que totalmente burra ela não é, já deve ter pensado muito em empurrar a culpa para as costas do Alexandre. Ela ensaiou alegar depressão pós parto, ausência de medicamentos anti depressivos, Tudo isso poderia colaborar para atenuar o crime denunciado.Mas ela se mantém calada, se abre a boca é para dizer “Nossas famílias somos muitos zunidos”.





Quando a Jatobá dá mostras de irritabilidade chega sempre uma cartinha levada pelos pombos correios oficiais, os advogados, cujo conteúdo é sempre declarado a imprensa. Olhem como fica claro: “ o recado chegou às mãos de Anna Carolina Jatobá logo após o almoço, quando ela também recebeu a visita dos advogados. Alexandre fala para a mulher, entre outras coisas, que a ama e que eles estão juntos até o fim, naquilo que ele chama de problema. Foi a primeira vez que ela conversou com os advogados, que prometem entrar nesta segunda com habeas corpus, argumentando que o casal tem endereço fixo, não tem antecedentes criminais e não tentaram atrapalhar as investigações.
Depois já na prisão em Tremembé, ela fica inquieta e novamente chega uma cartinha do marido.
Mas as seguidas diarréias, episódios de anorexia, enfim mais uma vez, ela dá sinal que enfraquece.Surge providencialmente a versão Sanguinetti que alivia o lado da madrasta...não houve esganadura? Hum...





Entra em jogo o dinheiro para bancar os advogados e sustentar os filhos, que caso ela confesse não terá mais. Defesa e sustento aos filhos da futura ex- presidiária.Advogado até arrumaria, quantos criminalistas que ficam aí em programa de tv defendendo o casal a troco de uma aparição na Tv, não trabalhariam de graça para a nova Musa de Tremembé? Mas ela deve lembrar bem dos míseros R$ 250, 00 pagos para pensão de Isabella e segura a língua, pois já deve favores ao Nardoni, já depende dele, imagina depois , como viver de pequenas migalhas, como fugir disso tudo, como garantir o futuro dos pequenos sem se dobrar ao Reino dos Nardos.Afinal o que envolve essa parceria que impede a confissão da Jatobá?




Postado por Gabby na comunidade Nardonis: Insanos ou Cruéis

3.11.09

Motivação do Crime


Um dos aspectos a serem analisados nas ações que culminaram com a morte da pequena Isabella é a motivação do crime. Acho oportuno voltarmos a este aspecto decorrido já um bom tempo da noite fatídica, pois muito discutimos sobre provas e teses, mas estas serão esmiuçadas muito melhor pela promotoria durante o Júri.Para famílias e pessoas normais não existe NADA que justifique um ato que contém tamanha brutalidade e crueldade. Dói em cada um de nós imaginar o suplício de um ser inocente e puro na tenra idade vendo sua vida se esvair na mão daquele que deveria amá-la e protejê-la. Quem não chorou ao tentar imaginar os últimos segundos de vida da nossa amada Isabella?Mas crimes assim, dentro do próprio seio familiar ou cometidos pelo proprio pai ou mãe que deveriam proteger a criança, não são cometidos por pessoas normais, abaixo um trechos de um texto que descrevem a personalidade da pessoa que comete o chamado "Filicídio".




O psiquiatra e médico legista do Instituto Médico-Legal Rui Fernando Cruz Sampaio afirma que, na grande maioria dos casos, os agressores têm uma personalidade antissocial – veem a sociedade como um mal necessário. "Dos casos analisados no departamento, 70% são cometidos por esse tipo de pessoa."Crimes familiares, diz o psiquiatra, são cometidos por banalidades e raramente são premeditados. "O estopim pode ser o sofrimento e a motivação é o impulso de se livrar do problema." Todos esses fatores agregados à violência física, psicológica e, algumas vezes, sexual são o estopim para o desfecho violento. "É um curto-circuito que pode acontecer com qualquer pessoa", diz.Sampaio lembra que quando se fala em filicídio (mãe/pai que provoca a morte do filho) está-se falando em comportamento psicopatológico, ou seja, existe sempre um quadro mental por trás da motivação.



Outro renomado psiquiatra forense vem reforçar o exposto acima porém vai além:Guido , Palomba diz que, na maioria dos casos que analisou, a morte não foi premeditada. Às vezes, aquilo que o agressor acredita ser um castigo corriqueiro acaba em morte. O "curto-circuito mental" que leva a uma ação primitiva não ocorre com qualquer pessoa. "É preciso uma predisposição", afirma. Palomba cunhou o termo "condutopatia", hoje dicionarizado, para classificar as pessoas que estão na "zona de sombra" entre a normalidade e a doença mental. A "olho nu", são sociáveis, trabalham, têm amigos, família. "Mas, nas entranhas, têm comportamentos desviados que outras pessoas não apresentariam e, num momento de estresse ou ansiedade, podem cometer crimes dos mais hediondos".

O casal Nardoni, aparentemente levava uma vida normal, ambos cursaram faculdades, vindos de uma família de classe média, constituiram família, mas nesse micro universo deles haviam certos ingredientes de desagregação familiar.Ana Jatobá com histórico de rompantes e agressões contra o próprio pai, dona de uma personalidade ciumenta , possessiva e que não admitia contrariedades. Alexandre de personalidade mais quieta, porém não menos agressiva, haja vista já ter ameaçado de morte a mãe e vó de Isabella quando contrariado por ter que pagar uma pensão de 250 reais e não concordar com a filha ir para uma escolinha....Havia uma pressão latente no relacionamento dos dois que era o fato de Ana Jatobá ter ciumes da ex de Alexandre (mãe de Isabela), cada final de semana que Isabella ia passar com o pai era a lembrança viva de Ana Carolina diante dos olhos faiscantes de insatisfação e ciúmes de Jatobá. Há diversos relatos de vizinhos que confirmam que as brigas barulhentas e recheadas de palavvrões entre os dois aumentava quando Isabella visitava o pai.Pobre Isabella que amava os irmãozinhos e amava seu pai também e fazia vista grossa para o comportamento desequilibrado da madrasta...Isabella não reclamava porque sabia que era o preço que tinha que pagar para continuar convivendo com essa outra família que ela inocente e generosamente amava. Pagou com a vida.

Por isso para que nossa pequena não tenha ido em vão, e não foi, é necessário que se faça JUSTIÇA, temos que dar um sentido a essa tragédia, honrar a memória desta pequena que morreu por amor, sim por que amava seus irmãos e acreditav a no amor de seu pai e talvez até da tia Carol...

17.10.09

Ilana Casoy acredita na culpa do casal

A escritora Ilana Casoy , que nas primeiras semanas da morte de Isabella, sem ter acesso aos detalhes do caso chegou a pensar que não fossem eles os culpados, agora revela que acredita sim que foram eles.

Trecho da entrevista:

MC(Marie Claire) O crime da Isabela intrigou você?

IC(Ilana Casoy) Sabe o que acontece? As pessoas tendem a querer motivos complexos, e o ser humano é medíocre e simples. Acho que a história é bem próxima ao que o promotor falou, da mulher ciumenta, descontrolada, um pai que talvez na hora não soube o que fazer.

Fonte onde foi postada a entrevista completa:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=240425&tid=5252143467072812531&na=1&nst=1

Ilana é sobrinha de Boris Casoy, ela escreveu vários livros sobre Serial Killers, estudou profundamente diversos tipos de criminosos, auxiliou a policia de vários estados a desvendar casos, recebeu até mesmo um premio internacional do Departamento Federal de Investigação Norte-Americano (FBI). Ela esteve presente no caso de Suzanne Richtofen, no caso do maníaco de Guarulhos e muitos outros.


13.10.09

O casal sob a ótica da Psiquiatria Forense

IMPERDÍVEL!

Aqui alguns links com Guido Palomba falando sobre o casal.

Guido Arturo Palomba
Psiquiatra Forense.
Perito habilitado no Judiciário de São Paulo.
Presidente da Academia de Medicina de São Paulo. Membro da International Academy of Law and Mental Health.
Diretor da Associação Paulista de Medicina.
Foi Médico-Chefe do Manicômio Judiciário de São Paulo.
Autor do livro Loucura e crime
Autor de mais de 10000 laudos pisiquiátricos.







Palomba diz que casal já confessou o crime

Psiquiatra forense analisa comportamento psicológico de Alexandre e Anna e afirma que ele revela autoria da morte de Isabella.

http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2850&contentid=197709

Infanticida não planeja crime, diz psiquiatra


Guido Palomba fala que assassino de criança mata acometido de forte cólera e costuma negar o crime, não sentindo remorso

http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2850&contentid=195273

Palomba: Alexandre é "embasbacado" por Anna

Psiquiatra forense diz não ter dúvidas de que o casal matou Isabella no que chama de "loucura a dois"


http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2850&contentid=197751

29.7.09

APORTES SOBRE O PERFIL PSICOLÓGICO DO CASAL

O CASAL TINHA UMA RELAÇÃO NORMAL, HARMÔNICA
E NÃO TERIA PERFIL PSICOLÓGICO NEM MOTIVAÇÃO
PARA COMETER TAL CRIME".(argumento da defesa)



Dificilmente um sujeito com uma índole e uma educação digna, decente, enfim, amorosa, independente e ética, iria se sentir atraído ou atrair uma moça voluntariosa, autoritária, caprichosa, agressiva e descontrolada como ANNA JATOBÁ


Considera-se, por tudo o que lemos, ANNA uma moça "em crise terminal de adolescência" , mas já com nuances doentios....Seria prudente ter insistido em uma avaliação psicológica, psicoterapia e principalmente MEDICAÇÃO...


Anna, quando participou do assassinato de Isab
ella deveria estar com forte estresse emocional, às raias de um quadro de DISTIMIA (extremado mau humor), que quase sempre antecede à depressão. Portanto, um perigo para si própria e para sua família. Deu-se conta disso, ou alguém a avisou, posto que foi a um médico e estava com uma receita ou uma medicação no armário, ou na bolsa onde não costumam os remédios fazer efeito.
DOENÇA EM DUPLA: (folie à deux)


Existe uma modalidade de funcionamento nas relações humanas, chamada de “complemento”, que é perigosa e explica muito de nossos atritos e desacertos. Existe, no entanto, outra modalidade chamada “suplemento”, na mesma esfera comportamental humana, aqui no caso estamos tratando de um casal. E
ssa modalidade nos enriquece; torna o amor criativo e producente.

Os depoimentos dão conta que Anna Jatobá tinha um apego alucinado pelo marido; mostrava-se possessiva, ciumenta, desconfiada, mau-humorada e vigilante. Esse comportamento caracteriza o que chamamos de “relações simbióticas”, justamente por guardar semelhança com as relações primitivas da criança no ventre materno.


Esses casais que se relacionam na frequência pegajosa de “ventre materno”, vão adoecendo aos poucos e, não raro, sua relação descamba para um desenlace, quase sempre trágico, violento, ou desastroso.


Pode até ser que um membro da dupla esteja mais estruturado, mais saudável, mas com o tempo costuma ocorrer uma DEGENERAÇÃO paulatina, existindo o risco de contágio neurótico.

É, então, quando se verifica um “encaixe” entre os membros e a relação fica num dilema: nem conseguem uma dissolução, nem viver com o mínimo de paz.

Nesse ponto dilemático, o perigo ronda o casal e está configurado o “veneno”, a "força agressiva" que pode ser desferida, também, contra uma terceira pessoa..

VEJAMOS ESSES DOIS:

Anna Carolina mostra-se claramente "dependente" num nível arcaico;( pai ou mãe deixaram uma enorme carência.) O autoritarismo demonstrado por ela é pelo domínio ,para garantir a posse de seu objeto de "amor" ( a pessoa entende esse sentimento como amoroso, mas no fundo ele é movido a ódio) e sua estruturação do EGO é de uma criancinha carente.

Ele, Alexandre, é frio, egocêntrico e deve fazer bem para seu ego
frígido essa importância vital que Anna lhe atribuía. Além de se achar “potente”, necessário, imprescindível (ainda que às custas do pai- este fornecia o sustento e satisfazia caprichos), ou seja, um rapaz imaturo, prejudicado, mimado, sem qualquer escrúpulo, em ser “menino” e em explorar...

Fica, então, mais fácil imaginar que tipo de perfil complementar apresenta esse casal e do como um pode incitar no outro a agressão.


PROBABILIDADES :



Frente a um crime com essas proporções e no âmbito doméstico, surge-nos, automaticamente uma necessidade de compreender o que se passa numa mente assassina.

Do ponto de vista da PSICOLOGIA MAIS FILOSÓFICA E INTERPRETATIVA,considera-se que a psicopatia, uma das possibilidades em jogo, tem um FORTE COMPONENTE ORGÂNICO na sua gênese., mas que além da predisposição genética para uma impulsividade e agressividade dirigida para fora ( heteroagressividade) , o psicopata é prejudicado significativamente pelas transações e intercãmbios emocionais com sua mãe, em tempos bem arcaicos, quiçá na vida intra uterina



QUE HISTÓRIA É ESSA?

Sim, existem mulheres com estranha vocação à culpabilidade ( pela históri
a dela com sua família) e com TOTAL IMPOSSIBILIDADE de amar verdadeiramente seu filho a ponto de não suportar FRUSTRÁ-LO; são mulheres de estrutura emocional fraca, inseguras, não foram amadas por sua mãe e , via de consequência, não CONSEGUEM A FIRMEZA , A ENERGIA E A AUTORIDADE QUE demonstra a mãe que ama verdadeiramente e assim "EDUCA" seu filho, com LIMITES, COM EFICÁCIA,



LOGO:

A personalidade da criança vai sendo “montada” pelos intercâmbios afetivos com sua mãe primeiramente, logo em seguida com familiares mais próximos e logo logo com o grupo social..


“A MÃE, OU SUBSTITUTO MATERNO É O PRIMEIRO PAR HUMANO DA CRIANÇA E "MATRIZ" DE TODO O RELACIONAMENTO FUTURO”...(René Spitz)



Assim, se temos dúvida do diagnóstico de psicopatia em nossas investigações e se tivermos a sorte de nosso objeto de estudo ter mãe, basta entrevistá-la e ENCONTRAREMOS EM SUAS PRIMEIRAS FRASES, AQUELA TENDÊNCIA apontada acima....ela "desculpa", ela "tem dó" ( tem pena) ; ela "acha um motivo absurdo para inocentá-lo", ela foge do assunto, ela , no fundo não supervaloriza seu rebento, muito pelo contrário : ela, a mãe,o “desconsidera, o desqualifica como adulto responsável, posto que o superprotege, como a um bebê: nas entrelinhas está escrito: “tenho muita pena do meu filho” !



Quem tem filho adulto e se referiria a ele assim, nesse tom diminutivo ? Faça você mesmo o teste. Você teria um conceito tão diminuido de um adulto digno de respeito ?

Mesmo o tendo gerado ?

Você desconsidera que ele cresceu ?

Você nega que ele sabe responder por si ?

Certamente você que é uma mãe normal, considera um DESRESPEITO esse tratamento: se não é mãe de um psicopata, ama e respeita alguém que tem sua própria personalidade e que já se diferenciou das pessoas que o educaram, é, então, alguém totalmente original e independente e você faz críticas objetivas e isentas, até porque você o ama com realismo e verdadeiramente !



Dificilmente esse seu filho, afora condições muito adversas, ou acometido de patologias externas, cometeria algum delito como este que estamos tratando...

..mas afinal é possível ter esse distanciamento em se tratando de alguém que se ama tanto ? Sim, o que não isenta da dor, do sofrimento, da indignação e do perdão, mas jamais da “negação” da realidade:


O amor é incondicional, sim, mas sua avaliação é imparcial,ou você sofre de algum distúrbio que antecedeu a maternidade, então, você é incapaz de fazer essa “dissociação” entre o grande e infinito amor que sente por um filho e a avaliação racional de sua pessoa, suas qualidades e principalmente seus defeitos de forma isenta, no mínimo um pai ou mãe imaturo para sê-lo.


Você, é provável, sofre, como eu disse, de um distúrbio psicológico que o compromete nesse papel e é ou foi e continua sendo, um fator de risco para ele; alguém que pode continuar a prejudicá-lo, infinitamente, inclusive não buscando a ajuda terapêutica adequada para tirá-lo de uma crise, ou aliviar um sintoma, num momento adverso !