Blog: O senhor acredita que o casal Nardoni teve um julgamento justo? Por quê?
LFG: Foi justo porque havia provas contra eles. Seria injusto se fossem julgados só pela influencia da mídia.
Blog: Quais os momentos e pontos que mais o impressionaram neste julgamento?
LFG: O momento mais importante foi o depoimento da Ana Carolina Oliveira . A exposição final do promotor também foi muito importante.
Blog: Acredita que houve alguma falha da defesa? Qual?
LFG: A defesa fez o que podia. Mas, estava convencida da condenação por causa da mídia.
Blog: Poderia comentar sua impressão sobre as provas contra os acusados e se elas o permitiram formar uma convicção de culpa?
LFG: As provas foram contundentes. Os indícios eram sólidos. As provas periciais foram decisivas.
Blog: O senhor assistiu a explanação do Dr. Tieppo e exposição de provas a respeito da esganadura? Afinal, ficou claro que a vítima Isabella foi esganada?
LFG: A vitima Isabela foi esganada, mas, não morreu em conseqüência disso. Não houve prova das unhas dos acusados. Não se sabe quem esganou.
Blog: Para o senhor, a linha do tempo demonstrado pelo promotor foi o fechamento do caso , o senhor, nesse momento, se convenceu da culpa do casal?
LFG: A linha do tempo foi totalmente decisiva. Naquele momento o convencimento foi absoluto.
Blog: Durante o terceiro dia de julgamento, o dr afirmou que o Dr Podval teria tido uma boa estratégia em reduzir o numero de testemunhas. O Doutor continua com essa impressão, sendo que ele arrolou 20 testemunhas e apenas ouviu somente o jornalista e o investigador?
LFG: A defesa arrolou varias testemunhas, mas, a oitiva dependia do andamento do caso. As testemunhas foram dispensadas em virtude das provas periciais.
Blog: Assim como nós, o senhor observou a apatia do casal e falou isso em várias entrevistas que deu. Como o senhor avalia essa frieza dos dois no julgamento ?
LFG: A frieza do casal faz parte da estratégia da defesa.
Blog: Durante o juri, em algum momento o sr imaginou que o casal pudesse confessar? Isso mudaria algo ?
LFG: Não. O casal não podia confessar, porque isso iria contrariar o posicionamento deles em todo o processo.
Blog: A defesa insistiu em plantar dúvidas durante o júri. Alguma delas ficou sem ser sanada para o senhor?
LFG: As duvidas levantadas pela defesa não foram suficientes para retirar a força probatória convincente dos indícios.
Blog: Fala-se muito que a mídia favoreceu a acusação dando ao julgamento um componente emocional muito forte diante do apelo da população por justiça, por outro lado, se o caso fosse de pouca repercussão, diante de tantas provas técnicas o resultado poderia ser diferente?
LFG: A mídia teve mesmo muita influencia neste caso. Mas, a condenação foi justa em virtude das provas.
Blog: Na sua opinião a lei que aí está precisa ser reformulada? Ela realmente atende as necessidades da sociedade ou somos reféns de leis obsoletas e ultrapassadas, haja vista a lentidão no andamento dos processos que se arrastam diante de tantos recursos a disposição dos advogados criminalistas?
LFG: As leis no Brasil realmente necessitam de mudanças, mas, o Caso Nardoni foi julgado rapidamente para os padrões brasileiros.
Blog: O que o senhor acha das mudanças nos procedimentos do JURI?
LFG: As mudanças foram importantes e todas já foram observadas no Caso Nardoni, especialmente na questão da quesitação.
Blog: Diante dessa linha do tempo tão clara que foi explanada no juri, que mostra que o casal estava dentro do apartamento no momento do crime, o que o senhor acha desse livro que está sendo anunciado pelo Dr Sanguinetti, alegando que Isabella foi morta por um pedófilo?
LFG: A linha do tempo foi decisiva, as provas eram muito fortes. Pelo que ficou comprovado, é impossível que Isabela fosse morta por um pedófilo.
Blog: Nós entendemos a necessidade do MP vir a público e esclarecer a sociedade o que está ocorrendo, ainda mais num caso tão emblemático como foi o CASO ISABELLA, assim como a sua participação durante o julgamento foi fundamental, fazendo com que mesmo as pessoas sem formação jurídica pudessem entender o que acontecia em Plenário. Porém algumas pessoas, não entendem assim a exposição na mídia e levam para o lado estrelismo. O que o senhor diria a essas pessoas?
LFG: As pessoas em geral, devem compreender a posição do Promotor e do Advogado. A exposição na mídia sempre gera algum tipo de inveja. Todo mundo que acende uma vela gera um sombra. Mas, todos têm que conviver com isso.
Agradecemos ao prof Luiz Flávio por ceder seu precioso tempo para nos conceder essa entrevista e especialmente a Josy por possibilitar a concretizaçao da mesma.
Vamos relembrar os loci que se encontram no laudo oficial do processo, laudo esse que foi explorado a exaustão pelos defensores do casal , que inclusive tornaram o mesmo público divulgando-o em sites de relacionamentos da internet.
Cada indivíduo possui, para cada um desses loci, dois alelos, um herdado obrigatoriamente pela mãe e outro pelo pai.
Comparem os loci de Isa e de Alexandre, em todos eles tem um coincidente com o que consta como sendo de Alexandre
"A conclusão é clara, absolutamente clara. Só não vê quem não quer."
Antonio Nardoni pai do acusado em entrevista , na época dos fatos , ao programa super pop , afirma que o sangue encontrado na calça da jatobá era mesmo dela e confirma os laudos de DNA elaborados pelo instituto de criminalística
Vejam o vídeo :
Importante ressaltar que diferente do que o Sr Nardoni expôs , existe a confirmação de sangue pertencente a Isabella no carro , na tela de proteção, na sala próximo ao sofá , na bermuda de Isabella , no corredor do apartamento , no lençol , etc....
No SuperPop de 06/10, Luciana Gimenez comandou uma entrevista exclusiva com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, morta em 2008 (aos 5 anos), depois de cair do 6º andar de um edifício, na zona norte de São Paulo.
No apartamento, moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella. Acusado pela morte da menina, o casal está preso e deve ir a júri popular, em 2010.
Ana Carolina esteve na RedeTV! e concedeu à Luciana Gimenez uma entrevista emocionante, que durou mais de uma hora. A mãe de Isabella falou sobre a dor pela falta que sente da filha, um ano e meio depois de sua morte. "Eu tento viver um dia de cada vez, por ela. Saber que a minha filha não vai ter a oportunidade de ler, de escrever, de estudar, de fazer 15 anos, de casar, de ter filhos, de fazer uma faculdade! Foi tirada a oportunidade de eu estar com ela em todos esses momentos”, disse.
Ana Carolina comentou sobre o livro Isabella, do médico Paulo Papandreu, que discorda das versões apresentadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público sobre a morte da menina e sugere que ela teria sofrido um acidente doméstico. "Eu consegui uma liminar para tirar o livro de circulação. Toda pessoa tem liberdade de expressão, desde que ela não me ofenda, nem fale da minha filha. Eu não vou permitir que ele acuse minha filha de alguma coisa. Ela não está aqui, quem está aqui sou eu e vou defendê-la. Dizer que a minha filha teve capacidade de fazer alguma coisa que provocasse a sua morte é não ter o mínimo de discernimento", afirmou.
Sobre o que teria acontecido no dia 29 de março de 2008, ela declarou: "Acredito que foi o dia que minha filha foi assassinada, o dia em que cruelmente mataram a minha filha e limparam o local do crime". Emocionada, ela disse confiar na Justiça. "Apesar de saber que minha filha não vai voltar, eu espero que eles sejam condenados, que paguem pelo que fizeram. Eu confio no júri popular. Eu aposto em um júri de 7 a 0", finalizou.
Ao acompanhar a entrevista de Ana Carolina Oliveira, ao lado de Gimenez, o promotor Cembranelli garantiu que Ana foi bastante sincera e falou com o coração. “A minha solidariedade é eterna, estamos juntos e eu não tenho dúvida de que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá serão condenados da forma como a Ana falou”, concluiu.
RELEMBRE O CASO NO VÍDEO ABAIXO E AGUARDEM EM BREVE A ÍNTEGRA DO PROGRAMA !
Escritor diz que Isabella Nardoni sofreu acidente doméstico. Autor escreve obra com nova tese sobre a morte que comoveu o Brasil.
Nossos agradecimentos ao Sr Jorge Lordello, Promotor Tardelli , Dra June e Luciana Gimenez que conduziram tão bem essa entrevista e mostrou ao Brasil como os oportunistas pegam caronas nessas tragédias.
Vamos juntos tentar destrinchar os atos e a alma deste crime, onde um casal, sua família e advogados assombram o país com uma estratégia mirabolante de “negar o inegável”.
Comunidade orkut Nardonis: Insanos ou Cruéis?